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PiiCiE Mora

#euaprendocomPiiCiEMora

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#ConhecerOAlentejo - "Museu Interativo do Megalitismo"

21.07.20, PiiCiE Mora

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Museu Interativo do Megalitismo

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Localizado praticamente no centro da vila de Mora, a escassos quilómetros do Fluviário de Mora, o Museu Interactivo do Megalitismo de Mora, único a nível nacional, é a concretização de um sonho antigo da autarquia, no sentido da valorização do vasto e riquíssimo património megalítico existente no Concelho de Mora. Inaugurado a 15 de Setembro de 2016, o Museu reabilita a antiga Estação Ferroviária de Mora e integra ainda dois novos edifícios destinados ao núcleo museológico e à área de cafetaria. A estrutura antiga acolhe espaços de lazer para os jovens e crianças, com uma Sala de Internet e um Centro de Documentação/Biblioteca com um espólio constituído sobretudo por obras sobre Megalitismo e Arquelogia, cujo acesso é livre, mais uma Sala de Atividades com diversos jogos interativos, que, de forma lúdica, alargam o nosso conhecimento.

Construído de raiz, o Espaço Museológico de 750 metros quadrados acompanha a modelação do terreno, e integra três espaços representativos do quotidiano das populações: a Vida, a Morte e a Contemplação. No Espaço Museológico, o visitante é acolhido por um filme em 3D, que retrata o quotidiano de um povoado neolítico, e nos faz viajar no tempo. As diferentes mesas interactivas permitem ao visitante aceder a informação sobre as peças expostas no seu interior, aprender como se fazem as escavações, conhecer a utilidade dos utensílios da vida quotidiana, o tipo de objectos colocados junto aos defuntos nas antas e grutas, e partir à descoberta do maravilhoso mundo do megalitismo.

No percurso, o visitante ter-se-á deixado surpreender pela presença inusitada de um homem em tamanho real a fazer placas de xisto. As mais de cem peças expostas, cedidas maioritariamente pelo Museu Nacional de Arqueologia, são provenientes das dezenas de escavações arqueológicas, que, no Concelho de Mora, tiveram início em 1914, com Vergílio Correia, de que resultou a obra El Neolítico de Pavia, editada em 1921.

Os quatro edifícios do Museu estão interligados por um corredor protegido com placas metálicas cujas pequenas aberturas simbolizam o geometrismo das placas de xisto. Local mágico repleto de histórias prontas para serem descobertas ou desvendadas…

 

Espaço Museológico

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Neste espaço, é explicado o procedimento da visita. O ambiente escuro e misterioso que envolve o visitante assemelha-se à entrada de uma câmara funerária, contrastando com a estrutura em madeira que integra a exposição e recria um anfiteatro.

A estrutura procura reproduzir a estratigrafia, numa alusão à deposição de diferentes camadas de solo ao longo dos tempos, da mesma forma que as encontramos quando desenvolvemos trabalhos arqueológicos. Diversos espaços recriam monumentos megalíticos. Um introdutório com maquetes, a denominada Apresentação. Mas também uma anta, uma gruta e um povoado. Os dois primeiros, recintos funerários, estão inseridos no módulo da Morte; o último, no módulo da Vida.

O módulo Contemplação marca um interregno na visita. Aqui, o visitante é convidado a visionar pequenos filmes sobre os recintos megalíticos da Anta-Capela de Pavia e do Cromeleque das Fontainhas, na freguesia de Pavia, da Anta Grande do Zambujeiro e do Cromeleque dos Almendres, no concelho de Évora, do Menir da Meada em Castelo de Vide, e da Anta da Horta em Alter do Chão. De um ponto mais elevado, numa espécie de miradouro, podemos contemplar o conjunto do Núcleo Museológico com as curvas de nível a simularem a estratigrafia do terreno.

Sala de Atividades

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Neste espaço, é proposta uma intensa interacção com o visitante através de mesas com jogos de memória, de uma projecção no chão, que se transforma à medida que com ela interagimos, e ainda do jogo de bowling onde em vez de pinos derrubamos menires.

Centro de Documentação/Biblioteca

Dispõe de uma vasta colecção de livros sobre Arqueologia e Pré-História. Destaque ainda para a existência de Cartas Arqueológicas de diferentes concelhos portugueses cedidas pelos respectivos municípios.

Espaço Internet

Situado no primeiro andar, servido de elevador. Aqui, pode o visitante complementar a sua visita apenas por prazer ou para aprofundar, no mundo da internet, os conhecimentos adquiridos durante a visita. Neste espaço, têm também lugar aulas da Universidade Sénior de Mora.

 

Prémio Regional de Turismo do Alentejo
Melhor Projeto Público
Prémios Turismo do Alentejo/Ribatejo 2016

Vale a pena visitar!!!

www.museumegalitismomora.pt/index.php#galeria

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#CinemaPortuguês - " A Canção de Lisboa" (1933)

21.07.20, PiiCiE Mora

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A Canção de Lisboa

Foi um filme que, na época, obteve grande sucesso e êxito do público, não apenas em Portugal mas também nos então territórios de Ultramar e Brasil. Esse êxito deveu-se em parte ao carácter tipicamente português das personagens e das situações que permitia a total identificação dos espectadores com o filme. E em parte à introdução de canções que rapidamente se tornaram populares, não só neste filme mas em todos os outros do género. Por isso, estas comédias são clássicos do cinema português, onde nunca se deixaram de ver e rever até aos dias de hoje. A Canção de Lisboa não é apenas pioneiro deste género cinematográfico como também um dos melhores. Por ter sido considerado um objecto de prestígio, o valor dos bilhetes foi mais dispendioso do que o habitual. O sucesso alcançado foi de tal forma retumbante, que as receitas do filme permitiram, inclusive, pagar uma grande parte das instalações da Tóbis que se encontravam então em construção.

Para além dos atores, outros grandes nomes da arte portuguesa marcaram a produção deste filme, por exemplo, os cartazes: Nada menos que três foram concebidos por Almada Negreiros. Outra participação enaltecedora deste magnífico filme foi a de Manoel de Oliveira então no começo da sua carreira cinematográfica como realizador, aparece neste filme como actor, interpretando Carlos, o melhor amigo do actor principal Vasco Santana.

A Canção de Lisboa, pilar do cinema português, ironicamente não foi realizado por um cineasta mas sim por um conhecido arquitecto José Cottinelli Telmo, tendo aliás sido o único filme por ele realizado. O uso do espaço em Lisboa, tanto em cenários de estúdio como em cenários naturais, é característico da sabedoria de um arquitecto. A cena exterior em que Vasco Santana canta o famoso «Fado do Estudante», por exemplo, foi filmada na esplanada do último piso da Cervejaria Portugália na Avenida Almirante Reis, um edifício do começo do século XX. Por todos este motivos A Canção de Lisboa é um clássico e ao mesmo tempo um filme único que ficará para sempre como marco e testemunho da evolução cinematográfica portuguesa.

 

Assista aqui:

 

Fonte : wikipédia.pt

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